Turma de Jovens e Adultos

REFLEXÕES EM TRÊS PARTES 
por Dylan Willms


Parte 1 - O Poeta que queria ser Astronauta 


            Eu olho as estrelas toda noite depois do jantar, eu sinto o vento e invento, aproveito cada maldito segundo com a lua. A lua me olhou, ficou me observando e naquele exato momento não consegui respirar tamanha descoberta que tinha feito: soube naquela hora o meu verdadeiro sentido de viver; sobreviver nunca mais.
              Ela me disse que viver é tomar seu banho quente na manhã fria e superar aquele amor que doía, vivi vida lívida perdido na existência, pessoas morrendo, eu me escondendo, a lua me disse a verdade, o sentido da vida é viver, ver seu filho crescer.
             Às vezes o chão pode cair sobre sua cabeça, mas não desista, insista, pois para viver você precisará morrer uma, duas ou três vezes se for preciso. Confia em mim, eu sou o poeta que queria ser astronauta, eu desvendei a poesia das galáxias para te dizer ‘’Por que minha vida não dá certo?’’, viver é a resposta.



Parte 2 - Tempo, Vida e Morte Racional 


Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo, tem... po? O que essa palavra significa? Tem... po é só um relógio fazendo tic-tac, quanto tempo eu tenho de vida? Vida, vida, vida, vida, vida, vi... da. O que é a vida? Tempo e vida são como um casal. Muito tempo atrás um pontinho no meio do universo explodiu e a vida surgiu, com o tempo a vida envelhece e com a vida o tempo... O tempo avança e a vida diminui, mas o tempo também cansa e a vida evolui, seria o tempo um Deus controlador com paciência infinita e a vida uma... vida? Tempo é infinito e a vida inexplicável, vida e tempo se beijaram loucamente durante um bilhão de anos e em um bilhão e um. Morte, morte, morte, morte, mor... te? A vida finalmente tem sua inimiga e nos próximos dois bilhões de anos brigaram intensamente até o tempo parar, tempo decidiu a vida é o começo e o durante e a morte, bem a morte você sabe, FIM.



Parte 3 - Mau Gosto da Loucura


‘’Vida longa, longa, longa e vazia, essa cama é tão quente e lá fora é tão frio”,

e por quê?

Para, para, para...

“Você sabe que eu estou certo, os lugares são incertos, todos eles sem exceção”

só me deixe por favor,

“Senhor Forbes Nash?’’,

sim,

“Repita comigo, os gramados verdes agora são cinzas causadas pelas mãos da humanidade’’,

 o-o-os gramados verdes agora são ci-cinzas causadas pe-pelas mãos da humanidade,

“E eu prometo vingar todas as pobres flores e as matas sem cores”,

eu não posso fazer isso, simplesmente não posso,

“Eles precisam pagar, os humanos há 400 mil anos vem sujando a célebre mãe Terra, evolução? Isso é o que eu chamo de destruição”,

amor,

amor,

amor

três vezes para não esquecer, amor, amor, amor, três vezes para...

Eu prometo vingar todas as flore-res , matas sem cores, sem questio...


(Foto @mare.lua)


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VIDA


A vida é um carnaval no meio do carnaval ‘’eu tô que tô’’

A vida é desfilar na avenida cantando o samba da vida
Lembrando Noel Rosa e do gato a miar

A vida é uma lua e a alegria do rio
A vida é uma graça, é uma festa de ciranda, é um frevo com seus compassos e suas sombrinhas

É um Fandango regado a barreado. É um vanerão. É um fado português. É um rock inglês.
A vida é...
É morrer de rir. É acordar ao seu lado sozinho.

A vida é feiticeira com sua melancia encantada, não era uma maçã verde-vermelha.

A vida é também acordar seis (não sei) horas oras bolas.
A vida é desenhar uma casinha bem pequenina.
A vida é assistir ao show do John Lennon com Chico Buarque e na bateria Beethoven e Mozart.

A vida pisca
A vida chama
Chama azul
Chama vermelha

- não sei se entendi muito direito.

A vida é poder se divertir com os amigos em qualquer lugar

A vida é uma espinha nascendo no seu rosto.

É a felicidade, é a lagrima que escorre dos olhos do palhaço
É a luz piscando
É a flor sorrindo pro cachorro
É não pensar no lirismo é sentir frio no verão
É dormir devagar

É um vai e vem, às vezes desconcertante, algumas vezes errante, uns dias ensolarados e alegres, outros escuros, nublados, frios e chuvosos; porém outro dia florido, cheiroso e colorido

É uma brisa leve dentro da barriga de uma mãe é choro da criança é o sorriso da mãe
Ao vê-la vir ao mundo ultra-uterino.
É o mistério da luz, da água se transformar nos cloroplastos no sagrado alimento.
Ávida são as joaninhas com sua jaqueta preta com pintinhas vermelhas e outras com jaquetas vermelhas com pintinhas pretas.

A vida é buscar um anel em Saturno para colocar no lindo dedo da mão da sua namorada.

A vida é como uma abelhinha vivendo em uma colméia onde todo mundo se ajuda e assim a vida fica doce como um mel.

- Antonio Lourenço




Esse poema foi escrito por nosso aluno Antonio Loureço assim que soube qual seria o tema norteador do núcleo de teatro amador da Cia. do Abração em 2019. O que será que vem por aí?


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Confira o vídeo que passamos nos agradecimentos do espetáculo ''PROBLEMAS CABELUDOS DE GENTE QUASE GRANDE'', da turma de 2018 do Núcleo de Teatro Amador da Cia. do Abração!




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''PROBLEMAS CABELUDOS DE GENTE QUASE GRANDE''
Sobre a infância, o processo

Diante de um passado distante - para alguns, e nem tanto para outros, e sob o olhar de diferentes ângulos, a primeira abordagem foi voltar-se para dentro, para o que era essencial e genuíno, para a criança que silenciosa habitava memórias, horas felizes e encorajadoras, como andar de bicicleta pela primeira vez, por outras tristes e amedrontadoras, feito monstros que se escondem debaixo cama.

Assim sendo, a folha em branco, foi ganhando cor, textura e há quem diga, formato de avião. Fato é que, diante das estórias entrelaçadas, das diferentes realidades vividas, e dos trajetos individuais percorridos, encontramos um ponto de convergência - ponto esse que serviu como disparador poético-artístico, e assim como o “todo”, surgiu de uma simples pergunta:

O QUE É SER CRIANÇA? Talvez seja brincar de elefante colorido...

E que cor?

Todas elas, misturadas formando um arco-íris!

Criança é COR, é acreditar numa abelhinha que dá conselhos ao pé do ouvido, é CHORO seguindo de soluço ao perceber que se perdeu no mercado, é SORRIR mesmo sem dentes, é  BRINCAR na chuva, e porque não em uma sala de aula de teatro?

E através do ser brincante de cada criança-adulto, corremos na tentativa de não ser a mãe-cola, ou pra bater o 31 salva tudo, gritamos e uivamos feito lobos, suamos e tomamos muita água. E no intervalo de toda essa agitação partilhamos as inúmeras experiências e sentimentos. Sentimentos estes que foram explorados em exercícios de contato e improvisação. Pulamos corda, rimos uns dos outros, e aos poucos fomos resgatando algumas crenças infantis, papai noel, coelhinho da páscoa e até o homem do saco apareceu!

Nos acolhemos em conversas confortantes, e em histórias parecidas nos reconhecemos. Mudamos de ordem, invertemos o sentido, criamos novas regras, e fomos nos perdendo em meio de toda a imensidão.

Para ao fim, nos encontramos.

Parece que infância é isso, um vai e vem de coisas, um furacão de emoções e uma curiosidade que não cabe no google. Infância é um mar de possibilidade multiplicado por um castelo de areia que nunca para de crescer. Infância é ter nos olhos o pulsar do coração, é ter nas mãos um mundo cor-de-rosa mesmo quando faz frio no verão. 





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O núcleo de Teatro Amador da Cia. do Abração apresentou ''PROBLEMAS CABELUDOS DE GENTE QUASE GRANDE'' em 2018.

O que determina a gravidade de um problema? Quem disse que ralar o joelho é menos grave que não conseguir pagar uma conta no final do mês? Problemas Cabeludos de Gente Quase Grande, é um convite para não crescer, é uma viagem lúdica das cores por entre os céus em um aviãozinho de papel, é o gostinho do bolo da vovó em um dia azul, num mundo totalmente cor de rosa.

Autoria e Direção: Loara Gonçalves
Coautoria: A turma
Preparação Vocal: Vitor Capoal
Sonoplastia: Loara Gonçalves
Figurino: Rayssa Gualberto
Iluminação: Fernando Bento
Cenário e adereços: Élio Chaves

Personagens/Elenco
Azul – Yuri Thayann
Verde – Dylan Willms
Bege – Marília Iarocrinski
Vermelho – Rafaella Alencar
Azul Bebê – Donavam Makclaud
Amarelo – Pietra Silvestri
Preto – Lucas Eidam
Azul Marinho – Antônio Lourenço
Fúcsia – Sandy Keller
Cor de Fome – Cadu Licodiedoff
Branca – Ana Sercunvius
Pink – Liz Rangel
Laranja – Flávio Fortes
Lilás – Laura Negri
Narracor – Vinícius Bazan

Confira algumas imagens do espetáculo!

















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O núcleo de Teatro Amador da Cia. do Abração apresentou ''AQUELE QUE DIZ SIM, AQUELE QUE DIZ NÃO'' em 2017.

Uma menina, cuja mãe está muito doente devido a uma grave epidemia que assola sua cidade decide ir com sua professora numa missão, através das montanhas, buscar uma possível cura. Porém, no caminho, ela descobre também doente e isso altera o curso das vidas de todos os envolvidos nessa saga.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Cléber Pereira Borges 
Dramaturgia: O elenco a partir da obra "Aquele que diz sim, aquele que diz não", de Bertolt Brecht.
Elenco: Ana Sercunvius, Antonio Alf, Cecília Mozzer, Cadu Licodiedoff, Clara Maltaca, Dion Roberto, Laura Negri, Letícia Puppi, Liz Rangel, Lucas Eidam, Madu Ferreira, Marília Iarocrinski, Pietra Silvestri, Rayssa Gualberto.
Produção: Cia do Abração 
Cenógrafo: Élio Chaves 
Figurinista: Rayssa Gualberto
Fotografia e making-off: Carol Jambersi











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O núcleo de Teatro Amador da Cia. do Abração apresentou ''DO CAOS A CRIAÇÃO VS A CIDADE QUE NÃO TINHA VENTO'' em 2016.

A CIDADE QUE NÃO TINHA VENTO
Uma cidade sem vento é uma cidade sem inspiração, sem poesia, sem encanto, sem crianças, sem sonhos e sem INVENTO. Apresentamos esta história que questiona nosso modo de viver e nossas relações humanas. Até que ponto o cotidiano deixa nossa vida sem cores, flores e amores? Para nós, Vento é Movimento, é Brincadeira, Sonhos e Esperança, combustíveis necessários para gerar pensamentos, girar o Mundo e reinventar nós mesmos. 

DO CAOS À CRIAÇÃO
De onde vem a inspiração? Onde nascem as ideias? Quem inventa o inventor? Onde mora o novo antes de ser novo? Quando tudo parece perdido, quem pode nos salvar? O pior cego é aquele que não quer ver? Ou Aquele que vê demais? Quando a quarta parede quebrar e a casa cair, adianta fazer tempestade em copo d`água? Quem poderá nos defender? Quem poderá nos responder? 
Cri... Cri... Cri... Criação! As Crianças serão a nossa salvação!  

Elenco
Ana Beatriz Sercunvius
Antonio Lourenço Filho
Clara Maltaca Pypcak
Izabelle Marques
Laura D. X. Negri
Maria Eduarda Ferreira da Rocha
Marilene Meira Witkowski
Pietra Rebello Silvestri
Rayssa Gualberto

Alessandra P. de Carvalho
Augusto Pallu
Cecília Nunes de Souza Mozzer
Fernando Bento
Julia de Souza Suemitsu
Leticia Puppi
Liz Del Pino Rangel
Marilia Iarocrinski
Pietra Pozzetti


































































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O núcleo de Teatro Amador da Cia. do Abração apresentou ''CHEGANÇA'' em 2015.

Uma estação. Uma mulher que ouve e escreve cartas, nem sempre é ouvida, mas escreve. Escreve porque precisa. Um lugar de passagem, não seria isso a vida? Esse estado transitório? Estações passam, pessoas passam pela estação. Uma família de imigrantes chega ao Brasil e em um esbarro com uma pessoa, as malas acabam sendo trocadas e o passado revisitado. Duas malas e uma história em comum.

Dramaturgia: a turma

Direção: Paulo Chierentini

Iluminação: Edgard Assumpção



Personagens/Elenco

Matilde - Leticia puppi

Amélia – Júlia Suemitsu

Clarice – Natalia Dias Zagonel

Francisco/Chico Europa- Augusto Pallú

Alice (Escritora) – Izabelle Marques

Mariquinha/ “A pequena” – Emily Batista

O musico – Paulo Chierentini

Helena – Thais Cristina

Aisha – Isabel Leticia
































































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